Aguarde uns segundos que os elementos de imagem e de som se implantem



Entre a obra dos ditados todos, a Póvoa de Varzim, desde sempre chão de benquista e denodada gente, hoje empolgante cidade de quilha avante, é sobretudo terra e mar de pescadores. Por evidência pois é soer dizer-se que «filho de peixe sabe nadar» e, consequentemente, filha de músicos sabe tocar.

Silvia Raquel é mulher poveira e fará no próximo dia 21 de Março 22 anos que o é. Além da propensão familiarmente herdada para a música, cursou na Conservatória local, toca clarinete na banda, estuda e, quando se veste de preto, para evocar «as velhas da praia que dizem que não voltas», canta primorosamente o Fado, actualizada nas palavras e na postura interpretativa.

Lá mais para diante, quiçá daqui a uma dezena de sóis primaveris, a sua voz irá naturalmente desprender-se dos sons angélicos que a dotam, buscando por si a tonalidade do peso da vida. Resta apenas desejar-lhe, senhora doutora, que a amarra do cais se enfortaleça em garra e, claro, em auspiciosa felicidade, não abdique por favor de criar uma bem inspirada bandazinha porque a Póvoa precisa de músicos de boa cepa. = 12/1/2008 - TdG



Mensagens Sílvia por Sílvia No Escritório Parque Nascente Namorados Fado 100 Papas
Diário do Poeta Pose Fadista Trinta Amores No Portal do Fado Eça de Queiroz Sinopse Consagração TdG